O livro inteiro · Páginas 1–32 Rascunho ilustrado gratuito. A tradução, a narração por IA e as novas ilustrações continuam em revisão. A verificação por falantes nativos ainda está pendente. 1 A moedinha que queria crescer Alex, Buddy e dez moedinhas 2 Alex ganhou um presente: dez moedas. Ele enfileirou as moedas no parapeito da janela. Buddy colocou uma bola ao lado delas. Agora Alex tinha dez moedas e um convite muito insistente para sair. 3 Um dragão vermelho flutuava na vitrine da loja. Quase de verdade. Só que era uma pipa de papel, com uma linha para segurar. Na etiqueta estava escrito: DEZ MOEDAS. Alex encostou a mão no bolso. — Eu posso comprar agora mesmo! 4 — Quer guardar algumas para depois? — perguntou a vovó. — Aí não vai dar para comprar o dragão — disse Alex. Um pequeno catavento girava na parte de baixo da vitrine. O dragão estava pendurado, bem parado. O catavento já tinha encontrado um ventinho. 5 Alex soprou o catavento. Frrrr! Buddy espirrou. O catavento girou ainda mais depressa. Alex caiu na risada. — Vamos levar esse. Acho que ele é movido a cachorro! 6 O catavento custou duas moedas. Duas ficaram com o vendedor. Oito ficaram com Alex. E durante todo o caminho de volta para casa, Alex e Buddy tiveram um ventinho só deles. Às vezes, as moedas podem deixar o dia de hoje mais feliz. 7 Em casa, Alex guardou três moedas num saquinho azul. — Para o dragão grande. Um dia. Ele desenhou um dragão na etiqueta e puxou o cordão para fechar o saquinho. Aquelas moedas eram suas economias: dinheiro que ele guardava agora para usar mais tarde. 8 Cinco moedas estavam sobre a mesa. — Guardo essas também? — Pode — disse a vovó. — Ou a gente pode descobrir o que é colocar dinheiro num negócio. Isso se chama investir. Alex olhou para as moedas. — Que tipo de negócio? 9 Atrás de um portão verde, os vizinhos cultivavam mudas para vender. Ali havia cheiro de terra, de madeira molhada pela chuva e de primavera. — Precisamos de bandejas novas e de sementes — contou a dona. Buddy enfiou o focinho num vaso vazio. O vaso espirrou. 10 Alex tirou uma moeda. — Então é para plantar? Ele estendeu a mão para pegar uma pazinha. Buddy abanou o rabo. Enterrar coisas preciosas na terra — isso, sim, fazia sentido. 11 — Não — disse a vovó, sorrindo. — Uma moeda não cresce na terra. — As pessoas usam o dinheiro para comprar sementes, bandejas e ferramentas. Depois trabalham bastante para cultivar plantas que outras pessoas queiram comprar. — Então é o negócio que cresce? — Essa é a ideia. 12 A dona mostrou o viveiro de plantas para eles. — Você poderia comprar uma pequena parte do nosso negócio. Assim, seria um dos donos. — Aquela flor seria minha? — Uma parte do negócio inteiro — explicou a vovó. — Não um vaso em particular. 13 — Eu receberia algum dinheiro? — perguntou Alex. — Talvez. Primeiro o negócio precisa pagar as contas. Se sobrar dinheiro depois disso, essa sobra se chama lucro. Os donos podem decidir dividir esse lucro entre eles. — Mesmo se a minha parte do negócio for pequena? — Aí a sua parte do lucro também seria pequena. 14 — E se ninguém comprar as flores? — O negócio pode perder dinheiro. E você pode perder uma parte do dinheiro que colocou nele. Ou tudo. Alex ficou quieto por um instante. — Então vou deixar as moedas do meu saquinho azul de fora. Preciso delas para o dragão. 15 Com a ajuda da vovó, Alex investiu três moedas no negócio do viveiro. Anotaram num caderno a pequena parte de Alex no negócio. Aquelas três moedas já não estavam no bolso dele. Tinham ido para o negócio. Duas moedas estavam na palma da mão dele. E três continuavam guardadinhas no saquinho azul. 16 Ao lado havia uma oficina de conserto de bicicletas. Trim! Soou uma campainha. Ali precisavam de ferramentas em vez de sementes. Alex e a vovó perguntaram ao mecânico sobre o trabalho dele e as contas que a oficina precisava pagar. Alex decidiu usar as duas moedas que ainda tinha na mão para comprar uma pequena parte desse negócio também. 17 — Agora nem tudo depende das flores — disse Alex. — Isso mesmo. Um negócio pode ir bem enquanto outro vai mal. Mas a oficina também pode perder dinheiro — disse a vovó. Alex desenhou uma flor num cartão e uma roda em outro. Buddy ficou de olho na roda. 18 Na manhã seguinte, Alex correu até o viveiro com uma régua. Depois, com um regador. Depois, com uma música bem rápida sobre flores bem rápidas. As flores escutaram. E continuaram crescendo no seu próprio ritmo. 19 — Mas já é amanhã! — disse Alex no dia seguinte. A vovó mostrou o calendário. Uma página tinha dado lugar à outra. Mas não era só amanhecer para aparecerem novos clientes. Alex virou mais uma página. Só por garantia. 20 Buddy trouxe sua bola. Alex olhava para as mudas. Buddy colocou a bola em cima do sapato de Alex. Alex conferiu o caderno. Então Buddy se deitou atravessado no caminho. Alguém naquele jardim não estava esperando por dinheiro. Estava esperando por Alex. 21 Uma noite, uma geada inesperada chegou de mansinho. De manhã, algumas mudas tinham murchado. A dona levantou as folhinhas com cuidado. Mas algumas plantas não puderam ser salvas. Alex parou de girar a régua entre as mãos. O jardim estava muito quieto. 22 — Não vamos poder vender estas plantas — disse a dona. O dinheiro das sementes e das bandejas já tinha sido gasto. O viveiro não tinha ganhado o suficiente para cobrir todos esses gastos. O negócio tinha perdido dinheiro. A pequena parte de Alex no negócio também valia menos agora. De repente, ele sentiu uma vontade enorme de ver suas três moedas outra vez. 23 — Foi porque eu fiquei tentando apressar tudo? — Não — disse a vovó. — A geada não veio por sua causa. Até um bom negócio pode passar por dificuldades. — Se eu esperar mais, tudo volta? A vovó abraçou Alex. — Talvez. Mas ninguém pode prometer. 24 Em casa, Alex abriu o saquinho azul. Uma. Duas. Três. As moedas que ele tinha guardado continuavam ali. Ele não tinha colocado aquelas moedas no viveiro. E tinha colocado outras duas moedas na oficina — um negócio completamente diferente. Alex puxou o cordão e fechou o saquinho de novo. 25 No dia seguinte, Alex pegou a régua outra vez. Ficou parado junto à porta. Depois, colocou a régua de volta. — Vamos, Buddy. Posso ver como estão as coisas mais tarde. Os dois correram até o rio. O catavento girou tão depressa que parecia ter encontrado, enfim, um plano só dele. 26 As poças da primavera secaram. As sandálias deram lugar às botas. Alex cresceu e um de seus casacos ficou pequeno. Buddy continuou com todos os seus velhos hábitos. Durante todo esse tempo, as pessoas continuaram trabalhando no viveiro e na oficina. Em alguns dias, as coisas iam bem. Em outros, não. 27 Um dia, depois de pagar todas as contas, a oficina teve lucro. Os donos decidiram dividir uma parte desse lucro entre eles. Alex também recebeu um pouquinho. — Por ter esperado? — Por ser dono de uma parte do negócio — explicou a vovó. — As pessoas trabalharam bastante e, desta vez, o negócio ganhou dinheiro. 28 O viveiro ainda não tinha se recuperado das perdas. Alex ainda não tinha comprado o grande dragão de papel. Mas agora ele sabia: o dinheiro que se deixa para o futuro pode esperar de mais de um jeito. Uma parte ficava num saquinho. Outra ia para um negócio, onde ninguém sabia ao certo o que aconteceria depois. 29 Buddy cutucou a mão de Alex com o focinho. Alex deixou o caderno de lado. E se, um dia… Ele imaginou o dragão vermelho de papel abaixando as costas largas para recebê-los. Então subiram de mansinho, acima dos telhados. As orelhas de Buddy tremulavam como bandeiras. Lá embaixo, a dona cuidava das mudas que tinham sobrevivido. O mecânico consertava uma bicicleta. As cinco moedas de Alex tinham ajudado a comprar sementes e ferramentas. Buddy cutucou a mão dele com o focinho outra vez. Alex piscou. Ele pegou o catavento. Frrrr! Buddy espirrou. Lá foram os dois, juntos. Algumas coisas boas não precisavam esperar. 30 Imagine que estas dez moedas são suas. Quais você gastaria agora? Quais guardaria? E quais, se quisesse, poderia colocar num negócio com a ajuda de um adulto? Pegue dez botões ou desenhe dez moedas. Crie um plano do seu jeito. 31 Divida suas dez moedas de faz de conta entre três espaços: Gastar, Guardar e Investir. Você pode deixar qualquer um deles vazio. Você não precisa escolher o mesmo que Alex escolheu. Para que você quer seu dinheiro? Quanto tempo estaria disposto a esperar? O que mudaria se o dinheiro que você investiu não voltasse? Conte seu plano para um adulto. 32 Esta história é um convite para conversar, não uma orientação sobre onde investir. A compra de participações em pequenos negócios foi simplificada de propósito. As moedas são unidades imaginárias, e as escolhas de Alex não são um modelo para dividir o dinheiro de uma família. Guardar dinheiro e investir são coisas diferentes. O dinheiro num saquinho não cresce sozinho. Ter uma parte de um negócio significa ser um dos donos, não ter o direito de levar uma determinada flor, ferramenta ou dinheiro do caixa. Vendas não são o mesmo que lucro: um negócio tem gastos a cobrir. Os donos podem manter o lucro no negócio ou distribuir uma parte entre eles. Pode não haver pagamento algum. O pagamento desta história não é a devolução do dinheiro que Alex investiu no início. É possível perder uma parte ou todo o dinheiro colocado num investimento. Investimentos diferentes podem reduzir a dependência de um só negócio, mas não eliminam o risco. Os dois negócios da história são apenas um primeiro contato com essa ideia. O tempo não garante crescimento nem recuperação depois de uma perda. Pergunte: “Por que uma moeda não brota na terra? Qual é a diferença entre ser dono de uma parte do negócio e comprar uma flor? Por que Alex manteve seu saquinho azul?” Evite chamar as escolhas da criança sobre as moedas de faz de conta de “espertas” ou “bobas”. Uma criança não é responsável pela renda da família e não tem obrigação de investir. Qualquer decisão real sobre o dinheiro de uma criança precisa da participação de um adulto responsável.